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terça-feira, 11 de outubro de 2016

A boa morte

Em todas as religiões que eu conheço a morte é vista como um renascimento para algo maior.  O céu, Valhala, o reino de Deus, o mundo espiritual ou até mesmo o paraíso com sei la quantas virgens. Sendo assim por que é então que a gente não celebra a morte como um prêmio?
Para quem é espírita como eu e acredita que a morte é somente uma passagem, que é como acordar de um sonho (ou um pesadelo, se considerarmos a Terra como um planeta de expiações), a morte deveria ser tão ou mais celebrada que um nascimento, já que nesta situação o espírito está chegando para viver algumas provas e sofrer por um tempinho rodeado desses terríveis sentimentos como inveja e orgulho e na outra está finalmente se libertando de tudo isso para subir mais um degrau na evolução espiritual depois de ter cumprido a missão que foi escolhida por ele mesmo antes de embarcar nesse torpor que é a vida terrena.
Por que então somos tão egoístas em querer que nossos amigos queridos, nossos parentes se privem deste despertar para continuar sofrendo aqui conosco?
Por que esse sentimento de perda , essa dor que chega a ser física em saber que um amigo, que viveu lindamente, com sorrisos e boas ações, que enfrentou a doença do corpo bravamente com resignação e sem jamais perder a fé está prestes a acordar deste pesadelo em um mundo melhor, cheio de luz e completamente curado das dores físicas?
Desde ontem, quando recebi a notícia que minha querida amiga Louise está nos deixando, eu tenho pensado muito nisso e rezado para que os amigos de luz nos amparem e tirem do nosso coração o egoísmo de querer ver aquele sorrisão ao vivo.
O sorriso dela será sempre sentido dentro de nossos corações. Vai ser como se ela estivesse num pernoite mais longo, ou morando longe, como tem sido durante os últimos anos e mesmo assim sabíamos que ela estava iluminando com aquele sorriso onde estivesse.
Ainda será assim! Ela só vai sorrir em outro lugar. Um lugar melhor, com mais sorrisos e mais da vida que ela sempre amou.
Despedidas nunca são fáceis mas são sempre menos doloridas quando a gente sabe que quem vai está embarcando para uma viagem sensacional, às vezes sem volta, mas ainda assim, sensacional!
Eu acredito nisso e quero conseguir ficar feliz de alguma forma, mas por enquanto é só tristeza.

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