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terça-feira, 11 de outubro de 2016

A boa morte

Em todas as religiões que eu conheço a morte é vista como um renascimento para algo maior.  O céu, Valhala, o reino de Deus, o mundo espiritual ou até mesmo o paraíso com sei la quantas virgens. Sendo assim por que é então que a gente não celebra a morte como um prêmio?
Para quem é espírita como eu e acredita que a morte é somente uma passagem, que é como acordar de um sonho (ou um pesadelo, se considerarmos a Terra como um planeta de expiações), a morte deveria ser tão ou mais celebrada que um nascimento, já que nesta situação o espírito está chegando para viver algumas provas e sofrer por um tempinho rodeado desses terríveis sentimentos como inveja e orgulho e na outra está finalmente se libertando de tudo isso para subir mais um degrau na evolução espiritual depois de ter cumprido a missão que foi escolhida por ele mesmo antes de embarcar nesse torpor que é a vida terrena.
Por que então somos tão egoístas em querer que nossos amigos queridos, nossos parentes se privem deste despertar para continuar sofrendo aqui conosco?
Por que esse sentimento de perda , essa dor que chega a ser física em saber que um amigo, que viveu lindamente, com sorrisos e boas ações, que enfrentou a doença do corpo bravamente com resignação e sem jamais perder a fé está prestes a acordar deste pesadelo em um mundo melhor, cheio de luz e completamente curado das dores físicas?
Desde ontem, quando recebi a notícia que minha querida amiga Louise está nos deixando, eu tenho pensado muito nisso e rezado para que os amigos de luz nos amparem e tirem do nosso coração o egoísmo de querer ver aquele sorrisão ao vivo.
O sorriso dela será sempre sentido dentro de nossos corações. Vai ser como se ela estivesse num pernoite mais longo, ou morando longe, como tem sido durante os últimos anos e mesmo assim sabíamos que ela estava iluminando com aquele sorriso onde estivesse.
Ainda será assim! Ela só vai sorrir em outro lugar. Um lugar melhor, com mais sorrisos e mais da vida que ela sempre amou.
Despedidas nunca são fáceis mas são sempre menos doloridas quando a gente sabe que quem vai está embarcando para uma viagem sensacional, às vezes sem volta, mas ainda assim, sensacional!
Eu acredito nisso e quero conseguir ficar feliz de alguma forma, mas por enquanto é só tristeza.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Você consegue?

Há alguns dias eu tenho procurado e procurado inspiração para um post que falasse não só da minha experiência em alguma coisa mas que pudesse levar algo de bom para quem lesse.
Nesses dias eu tenho lido bastante, passado muito tempo no facebook e aí especialmente num grupo de uma dieta que estou seguindo.
Neste grupo muita gente tem reclamando da falta de paciência dos integrantes com as dúvidas, tidas como bobas, de novos usuários e também da falta de tato nas respostas. Percebi que essa falta de tato, ou a falta de uma melhor interpretação das colocações tem sido constante, principalmente nas redes sociais e grupos de whatsapp.
O que acontece é que a escrita não dá o tom. Não é pessoal o suficiente e aí, quem já está ressabiado ou com um pouquinho menos de boa vontade entende a mensagem como bem quer.
Aliás muitas vezes as palavras não são nem bem lidas e a gente já vai tirando as conclusões que quer.
Aconteceu comigo outro dia.
Eu que sou tão chata com o que escrevo, que sempre brigo pedindo para que as pessoas leiam com atenção o que eu escrevo, as instruções dadas num convite ou num email cometi um erro fatal que poderia ter resultado num tremendo mal entendido se não fosse um anjo da guarda que soprou no meu ouvido "mande o email mais tarde"
O caso foi o seguinte : minha mãe me pediu que checasse o valor cobrado pela renovação de um seguro que ela julgava ter vindo muito alto. Enviei um email para a administradora e recebi como resposta um email mal escrito, mas que respondia ao meu questionamento de certa maneira mas não da maneira que eu esperava. Imediatamente comecei a digitar uma resposta malcriada, cheia de "exijo isso", "de acordo com a lei XXX", "é um absurdo!"... sem perceber que ao final do email a moça esclarecia que, tal seguro já havia sido renovado automaticamente, pois o contrato assim previa se eu não manifestasse vontade contrária 60 dias antes do vencimento.
Por sorte, não apertei o "enviar" e bem depois, quando fui checar a mensagem para ter certeza de que eu tinha rebatido todos os argumentos da insolente moça, percebi que o erro era meu! Que eu deveria ter checado antes os termos e que, no fim das contas, o valor cobrado este ano foi exatamente o mesmo do ano passado.
Por fim substitui todos os "exijo" por "será que existe a possibilidade de..." o "é um absurdo" por "entendo que talvez seja tarde demais, mas..." e apertei o enviar, com o sincero sentimento de me desculpar por ter me julgado tão dona da verdade e cheia de razão quando eu estava redondamente enganada.
Com este episódio recente passei a prestar ainda mais atenção ao que me escrevem e ao que eu escrevo. Tenho procurado ler e reler para ter certeza que não posso ser mal interpretada, para não parecer grosseira e, principalmente tenho procurado falar, de preferência ao vivo, quando o assunto é delicado.

Com o whatsapp e as redes sociais a gente perdeu o hábito de telefonar, de ouvir o tom da voz, a respiração e aflição ou a felicidade na voz do interlocutor. Mesmo as mensagens gravadas não trazem o mesmo ritmo, a mesma paciência de esperar o outro completar a frase, concluir o raciocínio.
Quantas vezes você já não começou a digitar a resposta enquanto ainda está escutando a mensagem de voz gravada? Quantas vezes você já não julgou que "fulano foi sem noção quando escreveu isso ou aquilo" sem ter lido e relido o que o fulano escreveu ou sem ter olhado do ponto de vista do fulano?
Quantas vezes não foi você a vítima do mal entendido? E quantas vezes você nem soube que alguém não entendeu bem a sua mensagem e não teve a oportunidade de se retratar ou de esclarecer?
Aposto que, como eu, você já passou por isso algumas vezes e que não gostaria de se ver novamente nessa situação.
Então, da próxima vez que você for comentar um post no facebook, responder uma mensagem no whatsapp, um email, não vá com tanta sede ao pote. Releia, repense, pergunte, LIGUE se for possível e não julgue que sabe o que o outro "quis dizer com isso".
Não será a solução para todos os seus problemas e você também não vai conseguir que todas as pessoas ajam da mesma forma com você mas já é um começo e toda caminhada começa com um primeiro passo.
Mais amor por favor! 
Bom fim de semana!





sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Para elas!

Agora há pouco, um "concurso" numa página de aspirantes a escritores que sigo no facebook pediu para que postássemos uma foto do que nos inspirava a escrever.
Não é uma tarefa fácil! Tanta coisa me inspira! Minha família, as paisagens que eu vejo, o passarinho que canta no meu quintal, as crianças que eu tive e tenho o prazer de conviver - até as que não são mais crianças...
Bom, fui eu procurar no Google fotos uma que refletisse isso.
São centenas de momentos felizes retratados. Só esta busca já valeu  o dia e me inspirou, mas entre todas essas achei uma imagem realmente inspiradora.
Entre lugares lindos que visitei, fotos de família, natais, casamentos, baladas achei esta

Uma foto tirada num dia que tinha tudo para ser triste.
Era meu aniversário, eu tinha acabado um namoro há 4 dias e sido mandada embora há 3. 
Eu sempre adorei comemorar meu aniversário mas neste eu não tinha muito o que celebrar. Queria ficar em casa chorando e elas não deixaram. Me fizeram sorrir, falaram besteiras, levaram um bolinho.
Ficamos ali no bar, na rua, rindo e celebrando uma amizade que ultrapassa os limites desta vida até altas horas.
Elas! Sempre elas! 
Nem sempre o grupo está completo (na foto não está) mas sempre há sorrisos, mesmo que o motivo do encontro seja enxugar lágrimas.
Elas me inspiram e eu morro de saudades de ouvir essas gargalhadas (e broncas e choros) ao vivo!
Que sorte eu tenho de te-las na minha vida!
Amor que não tem fim!


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Labor day

Hoje é o dia do trabalho nos Estados Unidos, um país onde se tem trabalho! Onde as pessoas são dignamente pagas para fazer qualquer trabalho!
Aqui também é feriado, mas quase todo o comércio está aberto, porque há demanda, porque a economia gira.
Acordei hoje pensando nas diferenças deste dia aqui e no Brasil. Em tempos onde alguém ousa discutir a péssima e engessada legislação trabalhista brasileira, fruto de um populismo barato que  só burocratiza, onera e faz a taxa de emprego despencar.
Tenho visto um monte de gente falando em querem tirar os direitos conquistados pelo trabalhador".. blablabla.. primeiro que eu não considero que o FGTS seja propriamente um "direito"... que direito é esse que eu, dona do dinheiro não posso escolher onde aplicá-lo e preciso do aval do governo para usufruir do MEU dinheiro, que é absurdamente mal remunerado enquanto descansa em berço esplêndido na Caixa Econômica federal?
E que direito é esse de uma aposentadoria pífia, que até em discurso pedindo a manutenção dos direitos políticos da presidEnte é escancaradamente dita insuficiente ( e olha que estavam falando de uma aposentaria incomum, de 5 mil reais!)
Dignidade não é manter "direitos" duvidosos. Dignidade é pagar bem!
Dignidade é ter um trabalho que pague suas contas. Dignidade é não ter essa de sub-emprego.
Aqui minha faxineira cobra $100 dólares por faxina, faz 2 por dia. O carro dela é tão bom quanto o meu, ela mora perto da minha casa, uma área nobre de Houston. Fomos juntas a um show do Guns n' Roses - eu de arquibancada, ela de pista VIP.
Aqui , se eu quiser fazer a unha em salão, pago bem pelo serviço. Hoje, dia do trabalho, o salão estava cheio e eu deixei lá $57 dólares para ter pés e mãos alisados, cutilados e unhas pintadas por outra pessoa.
Aqui o jardineiro ganha bem, o atendente do McDonald ganha o suficiente para se manter e ninguém, sente falta de 13o. salário - até porque o salário normalmente é pago por semana e se você dividir o ano em semanas, verá que o décimo terceiro só regula essa conta.
"Ahhh mas não tem 1/3 de férias!" É verdade... não tem, mas as passagens de avião são baratas, as estradas excelentes, com o dinheiro que você ganha, você consegue passar férias incríveis!
Aqui também não tem essa de "garantia", de indenização por demissão sem justa causa. Se algum lado não está satisfeito, bye bye! A diferença é que eu não conheço ninguém que tenha ficado muito tempo desempregado, porque se você quiser trabalhar, você trabalha!
Ano passado, quando chegamos aqui ficamos impressionados como em quase todos os lugares que entrávamos tinha uma plaquinha de "We are hiring" - "estamos contratando", enquanto via estarrecida no facebook um post de um menino que andava por Ipanema em 2 quarteirões fotografou 80 lojas com a plaquinha "passo o ponto" ou "vende-se/ aluga-se"
Crise das comodites? Não caio nessa! Irresponsabilidade e falta de respeito com o trabalhador e principalmente com o ser humano, isso sim!
Ontem, num papo acalorado  me desejaram "boa sorte", por eu acreditar que o "superimperialismo" e as privatizações trazem mais benefícios e empregos do que "maldade", e eu repito aqui a minha resposta para isso :
Num lugar onde se tem trabalho, a sorte não é artigo de primeira necessidade!
Torço muito para que o povo brasileiro, que nunca teve medo de trabalhar (vide a quantidade de gente na informalidade), perceba que esses "direitos" não farão nenhuma falta quando o direito maior de poder usufruir como quiser do SEU dinheiro e, principalmente, ter este sempre no seu bolso.
É claro que só a reforma não mudará a maneira como se olha e quanto se paga por certos trabalhos, mas acredito que seja um começo.
E quando as pessoas começarem a acreditar que é possível viver muito bem sem a "proteção" do Estado, deixando este cuidar só do que realmente lhe diz respeito, aí sim o dia do trabalho poderá ser comemorado de verdade.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Com dinheiro é mole!

Sabe aquela expressão "com dinheiro é mole?" Então...nestas olimpíadas do Rio ela ficou muito, muito clara!
A gente usou essa expressão para falar da Carla Perez quando notamos a sua transformação. E também da mulher do Zezé Di Camargo e de tantos outros e outras que se valeram do dinheiro para melhorar a sua imagem ou dar uma festa de arromba.
A diferença entre esses casos e o caso das olimpíadas é que nas olimpíadas a gente não tinha o tal dinheiro.
Que a festa seria um sucesso, linda e que todos amariam estar no Rio ninguém duvidava. Nem os ditos "torcedores do contra", porque todos concordam que se tem uma coisa que brasileiro sabe fazer é festa e que se há no mundo uma cidade que é gigante pela própria natureza, esta cidade é o Rio.
O que a turma da crítica, e eu me incluo aí, queria era que a festa não fosse só espetacular. Queríamos que fosse certa, responsável e dentro do orçamento. E disso, minha gente, passou longe!
Eu, como carioca, bairrista, tão apaixonada pela cidade que tenho tatuada sua paisagem na pele, queria ter visto muito mais que a maquiagem que vi pela tv.
Eu queria que a PM tivesse na rua, orgulhosa, com salário em dia e que não fosse preciso chamar a força nacional com seus fuzis e soldados que aparentavam rezar para não ter que usá-los. Queria que as estações do metrô da Barra estivem prontas e servindo a todos e não só a quem tinha o RIOCard olímpico.
Queria que os trens que vão para Belford Roxo e Japeri fossem os mesmos que levaram o mundo até o Engenhão nesses dias. Queria o Engenhão e o Maracanã seguros sempre!
Queria a Baía de Guanabara despoluída como tinham prometido, queria a "ala" nova do Miguel Couto Souza Aguiar, destinada a "emergências olímpicas" disponível p'ro cara que leva um tiro de bala perdida. Queria que não tivesse bala perdida, mas isso aí é um outro passo...
Mas principalmente eu queria não ter 120 milhões de conta pra pagar, além de tudo que já foi pago.
Conta que me levou a escrever este post quando ouvi (li) de uma amigo querido que "isso não interessava mais"
Ainda quero acreditar que isso foi só uma maneira (torta) de me dizer do jeitinho dele, com sotaque, aquele "relaaaaaxa Taninha" que ele costumava me dizer sempre que eu indignava (é, eu SEMPRE me indignei) com as coisas erradas que via.
Mas a verdade é que talvez ele realmente ache que essa conta não interessa, porque ele faz parte da pequeníssima parcela que não vai pagar essa conta.
Da galera que pagou em euro para as baladas animadíssimas nas "casas" dos países europeus, da galera que curtiu de verdade a festa, que interagia com os turistas, que vive a parte maneira do Rio, que mora pertinho da praia. Da galera que eu fazia parte. Mas eu já vi muito do outro lado. O lado da galera que vai pagar a conta.
O pessoal lá de Santa Cruz, da favela de Antares e do Rola, onde eu dei aula, que continua convivendo com tiroteios diários e continua com 1 , isso mesmo só UMA linha de ônibus passando por lá.
O pessoal que precisa e que vai continuar precisando da UPA e do posto de saúde sem médico e sem remédio, porque parte do dinheiro que deveria ir para o salário dos médicos, funcionários e para os remédios vai pagar o Boulevard Olímpico, o marido da minha prima que está e deve continuar desempregado porque o país está numa crise sem tamanho e o desemprego só cresce, a minha sogra que é aposentada do Estado do RJ e está até hoje com o 13o. do ano passado atrasado até hoje, a dona Maria que foi desalojada da Vila Autódromo e todos os outros 99.8% dos moradores da cidade olímpica. É essa a galera que vai pagar cada centavo dessa conta, com juros, suor e lágrimas.
"O povo voltou a sonhar" ele me disse (escreveu) e eu respondi que achava que sonho nunca faltou ao brasileiro. O que falta é exatamente o contrário, parar de sonhar e agir, cobrar. Falta querer e fazer o Rio lindo de baixo também, do asfalto sem flanelinha, da calçada sem criança dormindo e roubando.
Eu também amo a festa! Esperava ansiosa por fevereiro, mas sempre soube o que eu precisava fazer nos outros 11 meses do ano.
Eu não torço e nunca torci contra. Ao contrário! Torço a favor! A favor de que o meu povo se liberte do Circo e aprenda a cultivar o próprio pão.



quarta-feira, 13 de julho de 2016

A amiga que está casando com ela mesma

Outro dia uma amiga me escreveu indignada com o machismo promovido por uma loja de departamentos.
Ela estava coberta de razão, era de fato um caso de machismo. Um machismo desses que a gente vê por aí todos os dias e nem se dá conta, ou até se dá mas já estamos tão acostumados a ele que nem damos muita bola.
Pois é, minha amiga deu! Ela estava sendo vítima desse machismo meio velado e tão comum.
O caso foi o seguinte : Minha amiga está indo morar sozinha, realizando um sonho antigo.
Depois de alguns anos de percalço e sofrimento, de uma separação dolorida, desemprego, frustrações ela finalmente achou um cantinho com a cara dela, no lugar onde queria e num preço razoável. Sim, porque no estado em que está a cidade do Rio com a violência batendo à porta de novo e este circo de olimpíadas, os preços dos imóveis estão longe do condizente com a realidade.
Enfim, ela achou e como de praxe quis fazer um open house/ chá de panela para comemorar e complementar a decoração e o acervo de utilidades domésticas com a ajuda dos amigos.
Até aí tudo na mais perfeita ordem.
Uma outra amiga, que ajudava a organizar a lista de presentes e a bagunça a ser feita na casa nova, sugeriu que elas se valessem da santa facilidade que a tecnologia nos oferece e fizesse uma lista virtual de sugestões de presentes, numa dessa lojas de departamentos. Animada, lá foi ela procurar no site da tal loja como fazer.
Primeiro passo : cadastro. E foi exatamente aí que o bicho pegou.
Nome do noivo :_______
???? oi??? que noivo?
"ok, vou deixar em branco e continuar"
Data do evento : ok!
Data do casamento: ______
??? oi??? que casamento meu amigo?
Não tem noivo, nem casamento! É um OPEN HOUSE!
OPEN HOUSE e não uma lista de casamento.
Ela então pacientemente voltou ao menu principal julgando ter cometido algum erro e clicado na lista errada - já que havia a opção "lista de casamento"
Não, ela tinha clicado na lista certa. Naquela que dizia "Open House"
Então porque diabos eles estavam pedindo nome do noivo e data do casamento?
Por acaso a pessoa não pode estar dando um open house justamente porque se separou? Ou, como no caso dela está indo morar sozinha?
À primeira vista pode parecer mimimi de feminazi todo esse papo de machismo e respeito ao direito de querer fazer um chá de panelas (título que por si só já é machista, afinal, nem só de panelas é feita uma casa de mulher!) para ir morar sozinha. Pensamento do qual eu muitas vezes compartilho - acho mesmo que há muito mimimi em certos discursos, mas desta vez eu tomei as dores e parei pra pensar que isso é machismo sim!
É claro que não vale um protesto com peitos de fora na frente da Camicado do Barra Shopping, mas vale sim uma reclamação no site, um textão no facebook e um post no blog da amiga (que andava muito relapsa com a atualização do blog).
A gente se acostumou a pensar que "menina só sai de casa pra casar" e mesmo esta não sendo a realidade há tempos, continuamos com isso na cabeça.
"ahhh tá procurando apartamento! vai casar?" "ahhh, chá de panela!!! Vai casar?" "ahhh está namorando! Vai casar?"
Por que a gente tem que casar para ter um apartamento, um open house ou um relacionamento feliz?
Aposto que homens não escutam "vai casar?" com tanta frequência. Nem quando procuram apartamentos, nem quando chamam os amigos para conhecer o novo apartamento - que aliás, no caso deles ainda é tratado muitas vezes como  "abatedouro" - como se as mulheres que escolhessem ir passar a noite com eles lá, não estão fazendo isso por escolha própria e talvez não levando eles para a casa delas por não quererem nenhum tipo de envolvimento a mais do que aquela noite - nada de telefone! nada de saber onde eu moro!
Mas isso é outro papo! O assunto da vez é a campanha para que os sites das lojas de departamento e presentes, não vinculem a lista de open house a uma figura masculina, a um casal hetero (até porque casais gays também fazem open house!) ou até mesmo ao evento "casamento". E principalmente a mudança de pensamento sobre essa relação estranha entre sucesso, casa nova e casamento
Ninguém precisa casar para ter casa nova! E muito menos de noivo para fazer open house!


P.s.: Minha amiga escreveu um email para o SAC da #camicado e eles responderam dizendo que o "cadastro estava normalizado". Chequei no site antes de publicar este post e notei que eles também já repararam o erro, colocando na lista de open house somente os campos ¨nome do anfitrião e data do evento". Parabéns!

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Amigo(????) Secreto

Fim de ano, noites felizes, festinhas e...amigos secretos! Que atire a primeira meia (ou guarda-chuva) quem nunca recebeu um presente ruinzinho nessas brincadeiras.
Eu não me lembrava da última vez que isso tinha acontecido porque há tempos não participava de brincadeiras assim a não ser entre amigo mesmo. Afinal, como vocês devem imaginar, aeromoças não conseguem se reunir para isso, seria, no máximo, uma troca de imagens num grupo de whatsapp e com certeza com um delay gigante entre uma e outra.
Enfim, este ano aconteceu! A brincadeira era entre conhecidos, alguns muito pouco conhecidos, outros completamente desconhecidos de uma associação da qual faço parte e que até o dia desta festinha eu não fazia idéia de ser tão grande (quase 200 pessoas presentes). Como ninguém se conheci muito bem e não se sabia ao certo quem e quantos compareceriam, a brincadeira foi um pouco diferente, adaptada aos tempos modernos : compra-se algo impessoal, que sirva para qualquer pessoa - sugeriu-se enfeites de natal - entre uma certa faixa de preços e na hora, cada um que tem o nome sorteado de dentro de uma urna escolhe um presente que esta embrulhado na mesa ou ROUBA um que alguém ja abriu ( e este alguém escolhe outro).
Bom, aí começa a minha crítica : Como assim  ROUBAR??? Natal não é uma época para se distribuir amor, como assim vamos fazer uma brincadeira na qual a inveja e a vingança imperam? "ahhh quero o presente dela! quando chegar a minha vez vou pegar pra mim e ela que se vire escolhendo outro"
Oi???
Enfim... respira, faz cara de simpática e vai lá, afinal, é NATAL! vamos relevar e perdoar aqueles que ainda Nao entendem o verdadeiro sentido de uma festa de CON-FRA-TER-NI-ZA-ÇÃO!
Lá fui eu escolher o presente. Gastei um tempão escolhendo alguma coisa que não ofendesse quem não é cristão - nada de presépio ou estrela guia para a ponta da árvore! Aliás, árvore de natal pode ou também é símbolo cristão? Melhor não levar...Quebra-nozes, pratinhos com motivos natalinos, enfeitinhos de cristal em forma de renas! Achei! Vai ser este! Não precisa ser para árvore, não precisa ser só para o Natal, está dentro do preço...decidido!
Antes de pagar a pergunta `a minha consciência : eu gostaria de ganhar este presente? - lição aprendida há muuuiiitos anos quando pela primeira vez minha mãe foi comigo comprar o presente que eu daria ao meu amigo oculto e também o que eu ganharia, já que a mãe de quem me tirou não poderia ir comprar o meu presente. Me lembro como se fosse hoje dela me perguntando se eu gostaria de ganhar o presente escolhido para o meu amigo oculto com um tom de reprovação e me ensinando a comprar um presente tão bom quanto ao que eu tinha escolhido para mim. - SIMMMM, gostaria!
Embrulho feito e lá fui eu.  A brincadeira começa e as primeiras pessoas preferem pegar um presente da mesa. Ufa! Que ótimo! espírito natalino imperando! Aí a organizadora pega o microfone e diz " gente, eu sei que abrir presentes é divertido, mas lembrem-se que a brincadeira é rouba-rouba"
Oi??? Ela está incentivando a externarmos a inveja sentida pelo presente legal que a amiguinha pegou? Siiimmm, está! e a partir daí a cada nome sorteado ela incentivava : você quer abrir ou roubar? E a cada presente roubado gargalhadas eclodiam no salão contrastando com o sorriso amarelo de quem teve o presente roubado
Primeiro presente bomba aberto! Sorrisinho sem graça de quem abriu e acho que todos podiam ler o meu pensamento "pelo menos este ninguém vai te roubar, querida!"
Meu presente foi roubado! "ahhhh FDP" - pensei! esqueci (ou tentei) no momento seguinte : "É Natal! É Natal! É só uma brincadeira, releve, pegue outro...respire, sorria! "
"Ohhh -ho-ho-ho! um presente mais bonito que o que me roubaram!! ahahahah! Bem feito pra você que me roubou" - Não! Não! CON-FRA-TER-NI-ZA-ÇÃO , PERDÃO, NATAL...lembra???
Segue a brincadeira e quase uma hora depois, já no fim, depois de eu pensar algumas vezes em ir embora e lamentar por não poder por não ter tido meu presente roubado 3 vezes ainda (sim, há alguma ética no rouba-rouba), quando eu já nem prestava mais tanta atenção na brincadeira roubaram meu presente DE NOVO!!!
PQP! FDP! Porque não fui embora quando queria ter ido? Ia Porque minha mãe me ensinou a SEMPRE respeitar as regras?! AHHHRRRRRRGGGGG!
Sorriso amarelo, risadinhas e lá foi a pateta escolher outro presente...humm umas 6 ou 7 opções na mesa só...escolhi o pequeno, com embalagem fofinha, afinal, quem se preocupou com embalagem deve ter se preocupado também com o conteúdo...tcha-ram! Uma...vela...ahhhh que legal...nem é daquelas decoradas para o natal...que original... =/
Não! a pessoa só se preocupou mesmo com a embalagem!
"Alguém quer roubar? ou trocar?...não? certeza??? hummm"
4, 5 nomes mais. Mais uns sorrisos amarelos, outra vela, um, um...o que é isso???
"não sei"
"não entendi também"
"Bom gente, obrigada pela presença de todas! FELIZ NATAL!"

UMA VELAAAAAA????!!!!!
Eu comprei um efeite de cristal e sai de lá com UMA VELA???!!!!

Respire!
Sorria!
Acenda a vela e reze para que a pessoa que a comprou tenha um Natal Feliz! Também!




quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Dia da "tia"

Por muitos anos comemorei dia 15 de outubro como meu. Os alunos (ou as mães deles) adoravam fazer uma festinha, dar uma lembrancinha...e eu adorava os mimos.
Mas nesta época eu era muito mais que professora, hoje, que sou professora de adultos, sei disso.
Naquela epoca eu era "tia" e ser "tia" é muito mais legal!
Tia cuida, tia leva ao banheiro, tia enxuga a lágrima e faz você abraçar o amiguinho e pedir desculpa!
Tia está sempre certa na cabeça dos pequenos. É exemplo, é linda aos olhos deles.
Eu adorava ser tia! Adorava ver o progresso deles a cada dia. Adorava ver a transformação das bolinhas em letras, palavras, frases cirtinhas no fim do ano... "a bola é bonita" é muito mais que uma frase boba para uma "tia".
É a certeza de um trabalho realizado, é a alegria estampada no papel.
Parabéns a todas as Tias!
Feliz dia dos professores!

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Sobre o menino gay de New York

Eu já disse aqui algumas vezes que ando cansada da proporção que as coisas tomam no facebook e na internet de modo geral.
Aqui na rede ninguém tem cara e acaba falando o que quer e na maioria das vezes compartilhando besteiras sem pensar sobre elas. Acho que este caso da foto do menino no blog "Humans of New York" que esta dando o que falar é um deles.
Desde sexta passada tenho visto um monte de gente repostar a foto do garoto que diz ser homossexual e ter medo do futuro.
Gente, é CLARO que ele tem medo! Qual é a novidade nisso?
E isso não tem nada a ver com ser ou não homossexual. Ele tem medo porque ele é um garoto! e TODO MUNDO NA IDADE DELE TEM MEDO DO FUTURO!
Eu tinha, você tinha, seu vizinho adolescente tem, a filha do dono da padaria, seus avós tinham e o Barack Obama também tinha!
Aposto que até a Hillary Clinton, que fez questão de mandar uma mensagem para o tal garoto também tinha medo do futuro quando ela tinha a idade dele.
É claro que chamar atenção para a causa é válido. Qualquer causa! Mas isso me parece mais marketing do que outra coisa, até porque, vamos combinar, que se existe uma cidade onde você pode ser o que você bem entender sem ser incomodado por ninguém, esta cidade é Nova Iorque!
Lá você pode ter cabelo cor de rosa e ser funcionário do Metropolitan Museum - coisa impensável em países como o Brasil, onde a "boa aparência", dita as regras.
Este menino, como todos os outros adolescentes do mundo, merece sim todo o apoio da família e de todo mundo por ser  ADOLESCENTE! 
É claro que ser "diferente" é sempre um obstáculo a mais, mas não sei se este menino sofre muito mais do que um adolescente negro, ou um obeso, ou o nerd, ou o magrelo, ou mesmo se sofre mais do que as meninas com o eterno dilema de "dar ou não dar".
Adolescencia é, sempre foi e sempre será uma fase complicada e cheia de medos para todo mundo, seja ele nova iorquino ou carioca.
Sei lá...acho mesmo é que o facebook, apesar do lado maravilhoso de compartilhar ideias com o mundo tem seu lado ruim de querer que todo mundo compartilhe da idéia da moda, e isso, na minha opinião, é muito perigoso. É o que faz com que este menino tenha medo...o medo de não se enquadrar!
Um medo que só passa quando você descobre como ligar aquele botãozinho do FODA-SE! E isso demora! Não conheço ninguém que saiba fazer ele funcionar para todas as situações.
Agora por exemplo, escrevendo este post, sei que não vou me "enquadrar" e que muita gente vai criticar, vai dizer que eu não sei do que estou falando porque não sou gay, não sou negra e sempre estive mais ou menos "no padrão". Pode ser! Mas no que diz respeito a escrever a MINHA OPINIÃO, eu já aprendi a ligar o tal botãozinho.

sábado, 20 de junho de 2015

Respeito e bom e eu adoro!

Aqui não tem codigo de defesa do consumidor, mas tambem não precisa pq tem outra coisa chamada RESPEITO pelo consumidor e, é claro, confiança na qualidade dos produtos.
A historia foi a seguinte :
Queriamos comprar uma bicicleta e comecamos a pesquisar precos. Descobrimos que a loja aqui perto (#PERFORMANCEBIKE), especializada em bicicletas, destas bem maneiras mesmo, estava com umas promocoes otimas de aniversario e fomos la conferir.
Meu namorido, que e super esportista, andava desesperado para fazer algum exercicio ao ar livre agora que o verao deu as caras e queria comprar sair pedalando naquele dia mesmo. 
Achamos as bicicletas perfeitas mas a que ele gostou nao tinha para pronta entrega. 
O vendedor olha daqui, olha dali, oferece outra e vendo a ansiedade dele em sair pedalando, sugere "procura na loja tal.. o preco nao deve ser muito diferente e talvez eles tenham para pronta entrega"
Opa! surpresa numero 1! O vendedor esta mandando eu ir comprar na concorrente so porque esta vendo que eu quero pedalar logo e na loja dele a bicicleta vai levar 1 semana para chegar???
Sim! ainda existe gente assim: preocupada so com o bem estar do outro!
Nao fomos! Decidimos encomendar la mesmo  e estavamos quase fechando a compra quando veio a surpresa numero 2: 
Vendo que iamos gastar uma consideravel soma comprando 2 bicicletas, o vendedor gente boa sugeriu : "Hey! Pq vcs nao compram isso no fim de semana que vem? Vai ter uma promoção melhor! Tudo o que vc comprar vc recebe 30% de volta em crédito!"
Oi? 
Pois e... a gente tambem nao acreditou.
Enfim, voltamos no fim de semana seguinte e no fim das contas a minha bicicleta saiu quase de graca!
E como se nao bastasse, hoje, conferindo a nota fiscal reparei no que estava escrito atras dela. 
A nota diz "prometemos o menor preço : se vc achar um anúncio com preço menor, nós igualamos na hora da compra ou DEVOLVEMOS A DIFERENÇA EM ATÉ 90 DIAS"!!! (é meus amigos! Nada de pegadinha de comprou hoje se amanha tiver promoção, problema seu! )
E ainda tem mais "Garantia eterna! : Nós estamos por tras cada produto que vendemos (o nome disso é RESPONSABILIDADE! Coisa que comerciante brasileiro costuma nao saber o que é). Se algum item não corresponder às suas expectativas, simplesmente devolva. Nós garantimos a  devolução do seu $ por 1 ano (sim! 1 ano) Depois de 1 ano, nós providenciamos a troca, conserto ou crédito na loja! 
Tá bom p vc ou quer mais?
Pq tem mais! 
Ainda tem ajuste da bicicleta PARA SEMPRE! Sim!!! Para sempre! Este tempo todo! 
E quanto eu paguei a mais por isso???
Nada!
Na verdade pagamos a menos gracas a boa vontade do Josh, que nos falou sobre a promocao dos 30%
Ahhhh Brasil! Como vc ainda tem o que aprender com o velho tio Sam!

*Desculpem pela falta de acentos e cedilha



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Here, in the United States, there is no law to defend the customer, but does not matter since there is something much more important than law, something called RESPECT! and, of course the confidence in the products that you (vendors) are selling.
Here is the case: 
We were dying to ride a bike and found out that the store close to us has had good prices.
Therefore, we went there and had so much more than a good deal. We found a perfect customer care! something that we are not used to see in Brazil.
This bike store, called #performancebike promise the lower price, and it is valid up to 90 days after your purchase and a lifetime guarantee for every single item that we bought there.
Yes! LIFETIME! FOREVER! 
Want more? They have!
They have free lifetime adjustment also!
Now you must be thinking how much more I had to pay for this...NOTHING! 
Actually we paid less! 
We were about to buy the bikes when the salesman advised us  "Hey guys! Why don't you wait until next week? There will be a better promotion and you can save 30% more"!
That is it! 
Here people do care about people and keeping selling and not just sell one time and don't see your face again!
Yeah Brazil...you still have a looooooottttt of things to learned with your (not too) old  Uncle Sam!

quarta-feira, 10 de junho de 2015

PORTUGUES(e)

Today is Portuguese language's day however I will post in English, so my "non-portuguese speaker" friends can understand how my language is beautiful and much more important than they think.
Portuguese is the fifth language in the world and the third in the occident. Almost 235 million people speak Portuguese as a first language and they are spread for 8 countries. More than 80% are Brazilians, like me. But these are just data, and what I care about Portuguese are not the facts but the poetry.
Everybody knows that I love learn languages. So far I learned (almost) five! And everyone has their particular beauty.
English is the most practical one! The simplicity of verb TO BE and the versatility of verb TO GET make the life easier. Italian is the romantic one and, besides this, you have to agree that every food tend to taste better when named it in Italian! Spanish is necessary  - Mostly if you were born on a continent that just you are not spanish speaker...or even if you live in United States, believe me, if you are capable of speak a little spanish, you gonna live better! French (I'm still working on that!) is all about charm and glamour!  But Portuguese...ahh Portuguese has the power of turning feelings in words.
The word SAUDADE for example, SAUDADE means much more than "miss" , much more than "extraño" or than "mancare" or "nostalgie"..."NOSTALGIA" in Portuguese means other thing.
SAUDADE is something that you feel deep, deep, deeepppp in your heart when you think about somebody or something that you miss a lot, but, someway, it goes beyond this.
SAUDADE really hurts and also can bring "nostalgia", that in Portuguese means the sadness that came with "SAUDADE".
It's complicated but SAUDADE does not means just sadness to us. You can be feeling SAUDADE and be happy! You can feel childhood's SAUDADE for e.g. and this doesn't make you sad. You can be feeling SAUDADE from your mom's food, cook her recipe and "kill the SAUDADE" - and this will make you happy, not nostalgic!
Moreover, the best thing about SAUDADE is when you can KILL it! I believe that there is no better feeling in the world than when you hug somebody that you were "with SAUDADE".
Right now, writing this post I'm full of SAUDADE! SAUDADE "from" my friends, my family, SAUDADE from the beach, the smell of the sea...
I look forward to killing this SAUDADE! Can't wait!


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Hoje é o dia da língua Portuguesa, no entanto vou postar em Inglês, para que meus amigos que não falam portugues possam entender como a minha língua é linda e muito mais importante do que eles pensam.
O Português é a quinta língua do mundo e a terceira no ocidente. Quase 235 milhões de pessoas falam Português como primeira língua e eles estão espalhados por 8 países. Mais de 80% são brasileiros, como eu. Mas isso são apenas dados, e que me importa do  Português não são os fatos, mas a poesia.
Todo mundo sabe que eu adoro aprender línguas. Até agora eu aprendi (quase) cinco! E cada uma delas tem sua beleza particular.
Inglês é o mais prático! A simplicidade do verbo "TO BE" e a versatilidade do verbo "TO GET" tornam a vida mais fácil. Italiano é a romântica e, além disso, você há de concordar que todos os pratos tendem a ser mais gostosos quando você coloca nele um nome italiano! O espanhol é  necessário - Principalmente se você nasceu em um continente que apenas você não fala espanhol ... ou mesmo se você mora nos Estados Unidos, acredite, se você é capaz de falar um pouco de espanhol, você vai viver melhor! Francês (eu ainda estou trabalhando nesta!) remete ao charme e  ao glamour! Mas o Português ... ahh  o Português tem o poder de transformar sentimentos em palavras.
A palavra SAUDADE por exemplo, SAUDADE significa muito mais do que "to miss", muito mais do que "extraño", de "mancare" ou "nostalgie" ... "NOSTALGIA" em Português significa outra coisa.
SAUDADE é uma coisa que você sente láááá no fundo, beeeemmm fundo no seu coração quando você pensa em alguém ou em alguma coisa que você realmente sente falta, mas, de alguma forma, vai além disso.
SAUDADE realmente dói e também pode trazer a tal nostalgia - que em Português significa a tristeza que veio com saudade.
É complicado, mas SAUDADE não significa tristeza para nós. Você pode sentir SAUDADE e ser feliz! Você pode sentir SAUDADE da infância por exemplo, e isso não faz você triste! Você pode sentir SAUDADE de comida da sua mãe, cozinhar receita dela e "matar a saudade" - e isso vai fazer você feliz, não nostálgica.
Além disso, a melhor coisa sobre SAUDADE é quando você pode matá-la! Eu acho que não há  no mundo sentimento melhor do que quando você abraça alguém que você estava com saudade.
Agora, escrevendo este post eu estou morrendo de SAUDADE! SAUDADE dos meus amigos, da minha família, SAUDADE da praia, da maresia ...
Estou louca para matar essa SAUDADE! Mal posso esperar!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Facebook, seu fofoqueiro!


Ando de saco cheio deste tal de Facebook!
Que sujeito mais fofoqueiro! Daquele tipo pior de todos, que te conta a fofoca que não te interessa, mas que uma vez sabida, te irrita, te machuca.
Agora ele deu para me contar o que amigos meus comentam na página de gente que não está no meu círculo de amizades. E não estão por bons motivos (ou maus, se você levar em consideração que o motivo é o caráter delas!).
Em primeiro lugar, fico chateada de lembrar que estes que ainda frequentam a minha timeline continuam participando da vida, comentando e curtindo atitudes, vídeos e "pensamentos" de tais indivíduos e em segundo lugar porque SE EU EXCLUÍ O PERFIL DE DETERMINADA PESSOA, QUE K-RA-LEO A PORRA DO FACEBOOK TEM QUE ME ANUNCIAR QUE O FULANINHO COMENTOU NÃO SEI O QUE NA FOTO, NO VÍDEO OU NA PUTAQUEOPARIU DELE/DELA???
Para começar eu já acho chato isso de timeline. É fofoca mas vá lá, vamos encarar como "notícia de gente que eu sigo ou que está classificado como amigo" , agora isso de me contar o que o meu amigo comentou ou curtiu na página de gente que eu não conheço ou que eu fiz questão de excluir é demais!
E sabem do pior? Não tem como filtrar isso! Já fucei tudinho e não encontrei um jeito de fazer isso sem ser excluir o amigo original, aquele que apesar de andar em más companhias ainda merece o seu carinho e atenção.
Sinto muito, caro amigo, infelizmente, com diz a minha mãe "que anda com porcos, farelo come" - excluído também serás!
Antes desta coisa de rede social, este problema já existia. No trabalho, na escola, sempre tinha um filho duma égua, um cavaleiro do apocalipse que espalhava as notícias que você não queria ouvir "fulana está namorando", "o ex da fulaninha está saindo com aquela ex amiga dela", "ihhh olha aqui esta foto...não é a sua ex-mulher com o patrão dela?"
Quem não conhece alguém assim? Que adora colocar uma lenha na fogueira, fazer um comentário "inocente"?
O lado bom é que nas redes sociais você exclui essa pessoa e ela nem sabe que não está mais te atingindo. Na vida real isso é um pouco mais difícil. O problema agora é que a própria rede social faz este papel sujo do leva-e-traz.
Vocês devem estar se perguntando porque EU ainda continuo mantendo então o meu perfil no Facebook.
É  uma boa pergunta! Também tenho me perguntado isso e ensaiado apertar o botãozinho de excluir.
Ganharia bons minutos ou quem sabe até horas do meu dia. Ficaria menos irritada com a falta de respeito que se generalizou nos comentários de alguns grupos e até ficaria feliz em continuar respeitando muita gente que antes eu admirava e agora vejo postando tanta besteira que até dói, mas perderia o contato com muita gente boa, gente de quem vale a pena ver um sorriso mesmo que só pela foto postada, gente de quem quero saber notícias e matar a saudade e que não é tão próximo que esteja num grupo do whatsapp.
Tenho bons amigos saíram do facebook e sem querer acabam sendo um pouco excluídos.
Acho que ele ainda é um mal necessário. Uma ferramenta maravilhosa que me fez reencontrar tanta gente querida, mas que está se tornando aquele serzinho insuportável que fica espiando tudo e procurando uma oportunidade para destilar o veneninho.
É Facebook, vou torcer para achar um meio de fechar meus olhos e meus ouvidos para toda essa fofocaiada e aproveitar só o que você tem de bom.


sexta-feira, 5 de junho de 2015

O que fazer?

 O texto de hoje não é meu e nem é de hoje!
Recebi de um amigo, indignado, no fim do ano passado. Ele estava indignado com coisas que continuam acontecendo. Todos os dias, em todos os voos, em todos os lugares e como na semana passada foi dia do comissário, achei que era um bom gancho para trazer à tona essa discussão.
Não a dos celulares à bordo, isso é só o gancho, mas a atitude de cada um diante de pequenas coisas erradas, de pequenas corrupções. 
Tenho muita coisa para escrever sobre isso que ficarão para outros posts. Hoje, a tela é dele !

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O que fazer ?



O que fazer diante do que te incomoda ? Brigar ? Contar até 10 ? Chamar o responsável e exigir que o correto seja cumprido, observado, respeitado ? Fazer cara de mau para intimidar o infrator ? Ou o que ? Aceito sugestões, porque não estou aguentando ficar sem saber como agir.

Não quero ser omisso, mas também não quero ser chato. Me incomodo com o que é errado. Seja em casa, no trabalho, na rua, no trânsito, na política, ou no avião. Especialmente sobre este último, eu gostaria de relatar uma situação recente. Na verdade, é mais que recente, é presente, está acontecendo agora.

Acabei de embarcar em um avião para uma viagem a trabalho e presenciei algo que me incomodou demais. Tive que me segurar na poltrona e olhar para o outro lado para não dar uma porrada no idiota que está sentado na outra fileira. 

Enquanto a tripulação anunciava que já tinha fechado as portas e que iniciaria os procedimentos de segurança, com apresentação das normas e vistoria da observância das mesmas, bem como orientação àqueles que necessitassem, o referido idiota conversava empolgadamente com um amigo e manuseava seu celular mostrando-lhe fotos de um evento.

Contudo, já era hora de todos desligarem seus equipamentos eletrônicos para que interferências eletromagnéticas não colocassem em risco a segurança de todos, inclusive a minha. Talvez por isto eu tenha me incomodado tanto.

Após os procedimentos de segurança, todos estávamos inseguros. Isto porque o referido idiota não desligou seu celular e ainda lançou mão da sua inseparável GoPro para filmar a decolagem pela janela do avião.

Sinceramente, fiquei muito incomodado. Tentei chamar os comissários de voo, discretamente, como já fiz em outras oportunidades semelhantes, mas não obtive êxito. Pensei em apertar o botão de “chamada de comissários”, mas o avião já havia decolado, não sendo mais possível que eles desafivelassem seus cintos, nem levantassem de seus assentos, sob pena de coloca-los em perigo.

Cogitei falar diretamente com o idiota, ou mesmo com seu amigo, que estava sentado mais próximo a mim. Eu podia falar com gentileza, ou com grosseria, podia não falar e, simplesmente, dar-lhe uma porrada, que era minha verdadeira vontade.

Mas o que eu fiz ? Me contive. Foi doído, sofrido, difícil, escroto, uma merda. Então, resolvi escrever. Para que ? Sei lá. Talvez para enviar para a companhia aérea, ou para um jornal, ou para mostrar ao meu terapeuta, ou mesmo só para mim. Não sei. Só sei que isso não pode ser assim, as pessoas desrespeitam as regras descaradamente. Roubam e subornam, deturpam e sonegam, enganam e trapaceiam, traem e desrespeitam. Fazem isso tudo e muito mais na certeza de que não serão descobertas, com o objetivo de sempre se beneficiarem, de serem sempre mais espertos. Será a “Lei de Gerson” ? Ou somente a certeza da impunidade ?

Será que só eu me incomodo ? Não ! Certamente há outros que também se incomodam, se indignam. Mas o que eles fazem ? Sei que muitos viram políticos, ou protestam nas ruas, ou se organizam em movimentos civis ou instituições religiosas, políticas ou sociais. Mas o ponto em questão é outro. Meu questionamento não se refere a uma ótica macro, mas sim micro. As perguntas são: - “O que fazer no dia a dia ? Nas pequenas coisas ? Devemos ignorar ? Ou agir ? Vamos nos tornar chatos ? Ou vamos dar o exemplo ?”

Refiro-me a situações cotidianas, tais como alertar alguém que tenha jogado lixo no chão, ou desrespeitado um sinal de trânsito, ou tratado mal um idoso, ou privilegiado alguém mais abastado em detrimento de alguém mais simples, ou alguém que fume em local proibido, ou mesmo alguém que não desligue o celular durante um voo.

Por falar nisso, é evidente que desliguei meu celular durante a decolagem e o pouso. Mas não pude me conter em fazer este relato no momento em que a tripulação informou ser possível utilizar meu celular no modo avião ou off line.

Falando nisso, também não pude me conter ao antever a mesma situação ocorrendo durante o pouso, como já havia ocorrido na decolagem. De fato não me perdoaria deixar de agir novamente diante daquele idiota.

Então, quando a equipe de comissários iniciou os procedimentos de segurança para o pouso, chamei uma das comissárias e perguntei se era necessário desligar o celular e ela me respondeu positivamente, retruquei questionando se isso valia para todos e ela, novamente, respondeu-me que sim. Foi aí que aproveitei para indicar que havia um passageiro próximo a mim que não respeitara tal regra durante a decolagem e que certamente também não respeitaria durante o pouso.

Diante dessa informação, para meu deleite, ela foi acertiva com aquele idiota. Mandou que ele desligasse o celular e a câmera, que já estava pronta para filmar o pouso. Confesso que me senti aliviado e fiquei encarando ele, para deixar claro que eu estava de olho no cumprimento da regra e que eu o vigiaria, enquanto pudesse. Fiz questão que ele percebesse que fui eu que avisei à comissária.

Fiz a coisa certa ? Não sei. Só sei que não me faria bem ficar inerte, omisso, deixar de lado, fingir que não era comigo, fazer que não me importava, contar até 10, ou seja lá qual for a desculpa daqueles que lavam suas mãos e colocam suas cabeças no travesseiro achando que não era sua responsabilidade.

Tenho certeza que era minha responsabilidade sim, afinal de contas, segurança de voo é coisa séria, a minha segurança é coisa séria. Se eu não cuidar de mim, não garanto que outros o farão.

Por fim, para quem não sabe, vale destacar que equipamentos que emitem sinais magnéticos interferem no pleno funcionamento de outros equipamentos semelhantes, tais como celulares, televisores, rádios e qualquer coisa que funcione com Bluetooth ou Wifi ou ondas curtas ou sei lá mais o que... Logo, é óbvio que celulares ou tablets podem atrapalhar a comunicação dos aviões com a torre de comando e colocar em risco a segurança aérea. E o que é pior, a minha segurança.

Aos idiotas de plantão, fica o aviso: - EU ESTOU DE OLHO !


Felipe


quinta-feira, 16 de abril de 2015

A Saga do Konjac

Há algumas semanas voltei a fazer a dieta Dukan. Desta vez optei pela tal escada nutricional, a nova modalidade.
Já tinha tentado a tradicional ano passado e apesar do resultado maravilhoso, não segui todas as fases e acabei não mantendo o peso que queria. Enfim...comecei de novo.
Comprei o livro novo na amazon em inglês, porque não queria ter que ficar adivinhando os similares das comidas aqui e logo no início o dr, Dukan veio com o tal do Konjac como novidade.
" Aiii Deus...mais uma coisa além do farelo" , pensei.
Ele não dizia que era mandatório mas recomendava insistentemente o tal konjac ao longo do livro.
Procurei na internet para saber o que era porque eu nunca tinha ouvido falar nisso. Coloquei no google tradutor e também não achei equivalente em português.
No mundo maravilhoso do google encontrei imagens de um troço completamente desconhecido e algumas receitas do que parecia um miojo branco, mas nada de achar o raio do konjac nos supermercados.
Pois bem, ontem, indo fazer compras em um supermercado tradicional passei por um lugar escrito "ASIAN MARKET", "É aqui!" pensei e imediatamente dei seta e entrei. Lá dentro me senti na China.
Corredores e mais corredores de comidas nunca vistas, um corredor inteiro de temperos coloridos e diferentes. Peixes, frutos do mar, uma infinidade de tofus (pra mim só existia um tipo até ontem!) e finalmente, no corredor 16, o KONJAC!
Bom, não pensem que o achei o dito cujo fácil assim.
Primeiro circulei pelo corredor de "massa" sem sucesso. Abordei uma moça para ver se ela conseguia me ajudar a saber onde estava o tal konjac e ouvi um "sorry! no English", depois um funcionário que disse não saber do que se tratava ( mas acho mesmo que nosso inglês não se deu muito bem) e finalmente uma mocinha que arrumava uma das gôndolas me disse quando eu mostrei a ela a imagem e a explicação do wikipedia  - "ahhh! Yam Cake! você quer Yam Cake! estão na fileira 16".
"Yam cake? Yam Cake??? Mas não era Konjac o nome do negócio? Ela deve estar errada" - foi meu pensamento imediato, mas mesmo assim fui até a fileira 16 e comecei a procurar.
Achei! Várias marcas! Vários nomes diferentes! Entre eles Konjac e Yam Cake.
Um potinho nojento, com uns trocinhos parecendo sushi boiando numa aguinha. Refrigerado.
"Mas não é macarrão gente!? Já tá cozido então?" pensou a ignorante em cozinha oriental.
Escolhi uma marca que viesse escrito também KONJAC, só para não correr o risco de estar levando o produto errado, passei de novo pelo corredor dos temperos, enchi o carrinho e fui pra fila.
A fila estava grandinha e eu puxei papo com o casal que estava na frente : " Oi! será que vocês podiam me ajudar? Queria saber se vcs conhecem este konjac...estou fazendo dieta e o médico disse que este alimento é bom..."
Ao ouvir a palavra DIETA a mulher começou a me dar atenção e explicar como se fazia o tal Konjac. Me disse que não tinha gosto de nada, que era como uma gelatina mas que dava para temperar e que os 2 caracteres chineses na embalagem significavam "health".
"Ótimo! Mais um alimento zero carboidrato, zero açúcar e zero sabor para a minha geladeira"
Dei o nome do livro à  moça que e ajudou na fila e vim pra casa achando que o tal noodle não ia sair da geladeira para outro lugar que não fosse o lixo.
Hoje, diante da variedade de opções de coisas que eu poderia almoçar com o que eu tinha em casa (acabei não indo ao supermercado "de verdade" ontem), o Konjac saiu da geladeira e qual não foi a minha surpresa em ficar feliz em dar outro destino a ele ao invés do lixo!
Tudo bem, devo confessar que o potinho é mesmo nojento e que a água fede a peixe, mas depois de enxaguar várias vezes e cozinhar as trouxinhas que nem miojo, o negócio fica até gostosinho!
Parece um miojo de gelatina. A textura é de gelatina. Mas por não ter sabor é uma comida versátil que pega o sabor que você quiser.
Acho que errei em querer fazer como macarrão. Definitivamente, noodle não é macarrão!
Noodle serve para fazer yaksoba e só combina mesmo com shoyo.
 Nada de alho, molho vermelho e almondegas da próxima vez!
SIMMMM! Terá uma próxima vez! Eu gostei de me aventurar na Chinatown indoor e vou voltar lá para comprar mais konjac! Inclusive o outro tipo, que parecia uma geleca.
Depois eu conto como foi!


terça-feira, 14 de abril de 2015

5 coisas que eu adoro nos EUA

Quando a gente visita ou se muda para outro país sempre aprendemos coisas novas que adoraríamos adotar na nossa cultura (e sempre vemos coisas que nos fazem querer morrer também, mas este e outro post).
O post de hoje 'e curtinho.
o TOP 5 das coisas que eu amo no ISTEITIS :

1. Triturador de alimentos na pia

Aiiii tem coisa melhor do que poder jogar tuuudo na pia sem ter que se preocupar em ficar catando restinho nojento de comida no ralinho? E de quebra não ter lixo fedido! 

2. Poder virar 'a direita quando o sinal está fechado 

É uma regra inteligentíssima quando se te educação no trânsito e se da preferência ao pedestre! Porque ficar esperando o sinal abrir se você não vai atrapalhar nadica se virar a direita?

3. Self Check out


Essa é uma coisa, infelizmente, impensável nos supermercados brasileiros. Consiste numa maquina registradora que o cliente mesmo opera. Você passa sozinho suas compras, coloca na sacola, paga e as leva p casa. Simples e rápido. Evita fila e, acreditem, funciona! Nunca vi ninguém colocar na sacola alguma coisa que não tenha sido devidamente registrada.

4. Leasing office

Este é um dos meus preferidos! Tem coisa melhor do que achar um lugar pra morar num estalar de dedos? Nada de ficar olhando no jornal e marcando mil visitas p ver apartamentos terríveis, corretores que não aprecem e disputar quase a tapa quando pinta alguma coisa boa? 
Não seria maravilhoso se cada prédio tivesse o seu próprio escritório e vc pudesse saber na recepção quais apartamentos estão disponíveis (ou quando irão ficar), visitar, saber o preço e resolver tudo ai mesmo, na hora? Então, na terra do Tio Sam, isto e uma realidade! 

5. Planos de celular ilimitado

Aqui não tem essa de ficar contando minutos. Nunca teve! Quando eu morei em Minessota há mais de 10 anos e celular nem era uma coisa tao fácil de se ter já era assim. Minutos ilimitados para qualquer operadora e para qualquer lugar do pais. E não pensem que custa uma fortuna! Não custa! e também não tem pegadinha! 


é claro que nem tudo são flores...
a lista das coisas detestáveis vem nos próximos posts! 







quinta-feira, 2 de abril de 2015

Infinito Particular

Hoje é o dia mundial de conscientização do autismo.
A grande maioria das pessoas já ouviu falar disso, já viu na novela, mas muito poucas sabem bem o que é ou como lidar com ele.
É difícil! Bem difícil, posso afirmar.
Há 7 anos, quando o Gabriel nasceu, tínamos todas as expectativas que uma família deposita em seu novo bebe, ele era pré-maturo (muito) e, naquela época nosso maior desejo era que ele sobrevivesse.
Vencido este desafio demoramos para perceber que o próximo seria tão importante e difícil de ser vencido quanto o primeiro e tão bom quanto!
Ainda bem novinho percebemos que ele não interagia com a gente como esperávamos, quase nunca respondia as brincadeiras e desviava o olhar e até fechava os olhos quando o obrigavámos a nos encarar para levar uma bronca, por exemplo.
"Olha como este menino é genioso! Fecha os olhos para evitar a bronca", dizíamos.
Eu, que sempre fui muito adepta ao "olhe pra mim quando eu estiver falando com você!"ficava muito irritada com esta atitude.
Depois achávamos engraçadinho ele repetir frases dos desenhos ou de programas de TV.
Quando a fala começou a demorar achamos que era porque "menino demora mais pra falar mesmo", mas ele era bem esperto p idade dele, com menos de 2 anos sabia apontar qualquer número ou letra que a gente pedisse. Ainda não estávamos tão preocupados e achávamos que ele era um garoto tímido e por isso parecia não se entusiasmar com a cia de outras crianças.
Demoramos uns bons 4 anos para perceber que ele era autista. A mãe levou mais tempo. Me lembro de uma briga que tive com ela onde ela entrava nos cômodos e se trancava para não escutar o que eu queria falar "seu filho tem um problema e vc não está ajudando ele assim!"
Ela precisava ouvir! Eu precisava dizer isso assim, aos berros, para que ela escutasse já que as conversas não surtiam efeito e no fundo eram meio veladas, porque todos nós tínhamos medo de dizer isso em voz alta.
Ainda não pedi perdão a ela como deveria, por ter sido tão rude no meu desespero em ajudar o meu pequeno príncipe e a ela também, mas eu tenho absoluta certeza que ela sabe que era meu coração que gritava do outro lado da porta fechada "você vai me ouvir".
No seu mundo Gabriel sempre foi feliz. Nunca deixou de rir e brincar, mas hoje, sendo tratado como deve ( ou como a gente pode, com os recursos que temos disponíveis) tenho certeza que ele é ainda mais.
Com ele aprendemos todos os dias!
Aprendi que ele não vai gritar meu nome e correr p me abraçar quando eu chego mas que sabe quem sou eu e me ama a maneira dele.
Com ele estamos aprendendo que nem nós temos que nos adequar ao mundo dele e nem ele tem que se moldar ao nosso. Hoje sabemos respeitá-lo como indivíduo e vibramos com cada conquista dele.
Vibramos ao vê-lo menos ansioso, ao ouvi-lo cantar e conseguir ficar na sala de aula.
Aos poucos vamos descobrir as formas de interagir com ele e do que gosta mais ou menos de fazer.
É um desafio diário e não é fácil.
Por isso o dia de hoje  é tão importante! Saber mais sobre este transtorno significa poder ajudar mais e ajuda a extirpar preconceitos.
Esta é uma cartilha que pode ajudar .
Divulguem e, se puderem, só por hoje, vistam alguma  coisa azul!


segunda-feira, 16 de março de 2015

Era uma vez...

- Que barulho é esse? O que vocês estão fazendo aqui dentro do meu cofre ? - Perguntou o gigante ao acordar e se deparar com os ladrões
-Aff! logo na nossa vez! Resmungou um deles.
- Nos só estamos pegando um pouquinho do seu ouro. Disse um outro - E só um pouco! Não se preocupe!

- Nada disso! Disse o gigante. - Deixem isso ai e voltem já ao trabalho! Não e para me roubar que eu pago vocês

-Mas todo mundo sempre roubou e você nunca disse nada! Sempre esteve dormindo e deixando que os outros empregados levassem tudo.

- Mas agora eu acordei e estou ordenando que deixem este ouro todinho ai bem no lugar dele!

- Ahhh mas e quanto ao guarda que estava de plantão antes de nós? Ele também te roubou! Aliás foi ele quem começou - o Fernando!
-É..isso mesmo! Foi o Fernando quem começou! Vá atrás dele e nos deixe roubar em paz! Bradou um dos ladroes, raivoso por estar sendo perturbado na sua roubalheira.
 E além do mais nós estamos roubando mais porque demos mais milho para a galinha e ela está pondo muito mais ovos de ouro do que na época do Fernandinho

-O Fernando também me roubou? que safado! Eu vou atrás dele também, mas agora eu estou cuidando de vocês! Deixem já este ouro ai e voltem ao trabalho antes que eu demita todos vocês!

- Ahhh não venha com essa! Foi o povo quem nos escolheu para guardar o seu tesouro e se você vier com esta historinha de demissão nós convocamos o exército vermelho para acabar com você! - Disse o duende barbudo chefe da guarda real e coordenador  da roubalheira.

-Como é que é? Por acaso você está me ameaçando? Dizendo isso o gigante se enfureceu e levantou o duende pela barba, deixando-o pendurado de cabeça para baixo.
-Nunca mais, NUNCA MAIS  fale assim comigo, entendeu? Eu vou convocar uma reunião com o povo para decidir o que fazer com vocês. Por hora, parem com esta baderna já! 

E então o gigante convocou uma grande reunião para o dia 15 de março. E o povo compareceu! 
Muitos não entenderam muito bem para o que era a tal reunião e ficaram gritando que queriam a volta da guarda repressora. Outros foram só porque ia ter um monte de gente lá. E outros ainda bradavam que queriam  a demissão imediata da representante da guarda, mesmo sem saber como funcionam as coisas nestes casos de demissão por justa causa, mas o importante e que muita gente foi e agora estão prestando mais atenção ao que ocorre dentro do palácio e do reino, Estão mais atentos a quem eles entregam o poder de guardar o tesouro.
 Antes, o bando que assaltava o cofre também organizou uma reunião. Disseram ao povo que estavam tentando defender o cofre mas que não estavam conseguindo fazer isso direito porque o grupo de guardas que tinham perdido a eleição e a imprensa do reino estavam atrapalhando tudo. E depois da reunião que o gigante fez foram a publico dizer que vão tomar medidas para que os ladroes sejam expulsos da guarda.
Parece que parte do podo não acreditou muito, outros só estão preocupados se receberão o seu pouquinho de ouro no fim do mês e outros ainda acreditam tanto na guarda que acham que isso tudo e só histeria do gigante que acordou meio zonzo e não esta batendo muito bem.
Esta historia ainda não terminou e deve demorar muito ainda ate que cada guardião do tesouro entenda que toda aquela fortuna deve ser guardada com responsabilidade e que não é porque tem muito que roubar um pouco não fará falta. Eu espero poder assistir ao desfecho com um gigante feliz e confiante que seu ouro esta em boas mãos.









domingo, 1 de março de 2015

Parabéns pra Quem?

Hoje é o aniversário da minha maravilhosa cidade. A cidade maravilhosa tão cantada, aclamada e aplaudida a cada pôr-do-sol. Várias comemorações programadas, mas para se comemorar o quê?
Os cariocas tem mesmo o que comemorar? A cidade nem nos pertence mais!
É claro que sempre vamos (eu pelo menos) amar a quietude do Jardim Botânico, o burburinho de Copacabana, o glamour do Leblon, a boemia de Vila Isabel, o samba de Oswaldo Cruz, a roda de choro de Laranjeiras, o chopp na mureta da Urca, o arrombamento da retina quando subimos no Cristo e até os shoppings da Barra, mas e aí? Cadê a gente nisso tudo?
A maioria de nós agora tem que se deslocar num transito terrível para aproveitar isso tudo que é nosso. Com os preços do Rio $urreal, a cidade não nos pertence mais. Quem morava na zona sul teve que ir p Tijuca, quem morava na Tijuca foi pro Méier, quem morava na Barra, agora tem endereço em Jacarepaguá - que continua sendo longe pra caramba e só se for de carro! - ou para Vargem Grande...o Rio está nos escapando das mãos, pouco a pouco e já faz tempo!
Outro dia li no facebook, a nossa sala de fofoca diária, um post da amiga de um amigo pedindo ajuda para encontrar um apezinho de 2 quartos ali pelo Horto por menos de R$2500,00. Um dos comentários dizia "hahah Sonho!" Sonho? como assim sonho? Considerando que se deva gastar so 30% da sua renda com moradia, isso não condiz com a realidade da atual economia carioca. E está todo mundo achando normal! E' isso que me assunta
Eu sempre odiei quando os pilotos dos outros estados me chamavam na cabine para apreciar a vista e soltavam o comentário " de cima é lindo mesmo!"
Eu, carioca orgulhosa que tem a paisagem do Rio tatuada na pele, sempre retrucava. Não faço mais! Infelizmente há algum tempo a "Maravilhosidade" da cidade só é vista de cima mesmo. Felizes daqueles que tem este privilégio.
Felizes pilotos da ponte aérea!
Como eu acho que aniversário é o ano novo particular e por isso, tempo de se rever, de fazer planos e recomeçar com energias renovadas, é exatamente isso que eu desejo à minha cidade: Reinvente-se! E volte a pertencer a quem mais te ama, nós!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Em Boca Fechada Nao entra Mosca

Feliz ano noooovooo!!!
Eu sei, eu sei! Tá tarde para desejar feliz ano novo, mas o ano só começa mesmo depois do carnaval, então ainda tá valendo!
Na verdade a falta de posts neste início de ano tem a ver com uma resolução de ano novo. Não que eu tenha decidido escrever menos, pelo contrário, até pretendo escrever mais e até em outra língua - este ano vou começar a versar os posts para o inglês também - mas tem a ver com a decisão de me expor menos. O difícil e adequar uma coisa a outra.
Quem me conhece sabe que eu sempre fui muito faladeira. Minha vida sempre foi aberta demais e eu sempre acabava me magoando quando via quem não tinha nada com a minha vida apontando minhas fraquezas e se achando no direito de dar palpite. Eu, sem querer, acabava dando este "direito".
A vida inteira ouvi minha mãe e alguns amigos mais próximos falarem "para de falar isso pra todo mundo", " espera a coisa acontecer, depois você conta" ...a vida inteira briguei com a minha mãe por ela se meter nas minhas conversar ao telefone perguntando "para quem você está contando isso? Pare de falar tanto da sua vida!".
Ela estava certa (como quase sempre) e eu demorei para aprender isso. Precisei ficar de saco cheio de ver as pessoas expondo suas vidas em redes sociais para perceber que eu fazia o mesmo. Precisei, muitas vezes inconscientemente, invejar ou maldizer alguma coisa para  perceber que, talvez, as pessoas fizem o mesmo comigo, mesmo que com a mesma falta de consciência e então, ha algum tempo eu resolvi me reservar e as coisas começaram a andar mais rápido.
Não sei dizer se o segredo é este ou se é só impressão, porque quando menos gente sabe dos seus planos, menos gente pergunta pelos resultados e você fica menos ansioso, mas o fato é que estou gostando disso. Às vezes a lingua coça, mas estou aprendendo a ouvir mais o meu anjinho dizendo "cale a boca!" - acho que ele andou perdendo um pouco a paciência comigo.
Algumas vezes me sinto traindo alguns amigos por "esconder" deles alguns momentos importantes e decisões, principalmente quando sou questionada por eles e o "não acredito que você não tenha me contado isso antes" vem com uma pontinha de  mágoa. Acho que não preciso me desculpar com eles por nada disso, mas do fundo do coração queria que eles perdoassem,  entendessem e que, alguns deles até seguissem o meu exemplo e parassem de se expor tanto.
Tenho certeza que esta resolução veio para ficar, finalmente entendi porque temos 2 ouvidos e só 1 boca.
Feliz ano novo!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O Sorriso que fica

Hoje eu li um texto que falava de saudade.
"Há amores que nunca se vão", dizia o autor e desfiava uma melancolia sem fim.
O texto era uma declaração de amor...e de arrependimento pelo fim.
Eu concordo que há amores que nunca se vão e acho mais, todos eles deveriam ser assim!
Os bons amores não se vão mesmo.
Os amores que terminam em saudade são infinitamente melhores do que os que terminam em gritos, lágrimas e ódio.
A saudade que fica dos bons amores não é esta saudade melancólica, de desejo que ele volte.
É aquela saudade que se transforma num sorriso quando a lembrança vem. Lembrança de algo bom que se viveu, de coisa boa que se aprendeu. De crescimento e amadurecimento emocional.
E a gente não devia sentir ciúme dessa lembrança (embora isso possa parecer impossível! ) porque no fim das contas,  o seu namorado só é este cara incrível porque amou, sofreu, aprendeu...com outras!
Aquele cara que era um babaca quando você conheceu agora é um príncipe com a fulaninha? Viva você que deve ter ensinado um bocado de coisas pra ele!
E você mesmo...pare e pense...você seria o que é hoje sem seus amores ?
Não né?
Então vamos agradecer os amores que se transformaram em sorrisos, desejar que sempre surja um sorriso nos lábios de quem lembra da gente e seguir sorrindo para a vida porque, acredite,  ela sorri de volta!